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A ANPG de Angola promove o gás natural e os biocombustíveis enquanto enfrenta a transição energética

Vita Mateso, engenheira especialista em instalação da ANPG. 

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Os executivos de topo da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis de Angola (ANPG) que participaram na Semana da Energia Africana na Cidade do Cabo, nesta quarta-feira, ofereceram aos interessados um raro vislumbre da miríade de oportunidades disponíveis para investimento no cenário energético angolano, particularmente dentro do contexto da transição energética, um tema abrangente que tanto preocupa quanto entusiasma os players da indústria energética de todo o mundo.

“Acredito que o gás é o combustível ideal para uma transição para uma indústria energética mais limpa”, afirmou Américo Fernandes, especialista em Engenharia Sísmica da agência, durante sua apresentação.

Embora a agência não tenha responsabilidades regulatórias sobre a exploração de fontes renováveis de energia, as suas ações enquanto supervisora dos projetos de gás natural e biocombustíveis têm um impacto fundamental nos objetivos climáticos de Angola.

O executivo expressou o desejo da agência de não apenas fazer melhor uso do gás natural do país (grande parte do qual continua a ser queimado até hoje), mas também de promover a diversificação económica, o emprego e o desenvolvimento do conteúdo local através da promoção de indústrias associadas que usem gás natural como matéria-prima. “O nosso objetivo é desenvolver uma indústria associada por meio de fábricas de fertilizantes e metanol, bem como promover oportunidades de produção de energia a gás, o que trará também um grande conteúdo local,” acrescentou Fernandes.

O quadro jurídico de Angola enquadrou historicamente os recursos de gás natural encontrados em concessões de produção de petróleo como propriedade do Estado, pelo que este recurso tem permanecido subutilizado até agora. No entanto, uma mudança de política que entrou em vigor já em 2021 atribui a propriedade dos recursos de gás natural aos titulares das licenças. Esta alteração deverá contribuir rapidamente para o crescimento da produção de gás natural no país, ampliando ainda mais as oportunidades para as indústrias associadas. Atualmente, Angola exporta 95% do seu gás sob a forma de GNL, mas a agência espera que a sua estratégia de promoção lhe permita “reter 25% deste recurso no país através das indústrias de valor acrescentado associadas até 2030,” acrescentou Fernandes.

Finalmente, o crescimento do setor dos biocombustíveis também estava na agenda, visto que a ANPG o vê como mais um passo no apoio à transição para fontes de energia mais limpas e para a redução da dependência do país de combustíveis derivados do petróleo.

“Estamos também a apostar no desenvolvimento de biocombustíveis. A soja de Angola pode ser uma grande fonte de matéria-prima para biocombustíveis, que podem vir a apoiar o uso de combustíveis à base de hidrocarbonetos ou soluções de produção de energia,” acrescentou Vita Mateso, engenheira especialista em instalação da ANPG.

Tanto o desenvolvimento de biocombustíveis como o crescimento de uma indústria associada ao gás natural contribuiriam largamente para responder às ambições de conteúdo local de Angola, visto que estes sectores são consideravelmente mais intensivos em mão-de-obra e menos em capital do que as atividades upstream puramente relacionadas com petróleo e gás.

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